Os erros que derrubaram três F/A-18 podem estar no seu hangar. Você está protegido?
- 12 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Relatórios recém-divulgados da US Navy revelam cinco padrões de risco. O que você pode estar ignorando – e como evitar que um erro caro aconteça em seu empresa.
É inquestionável que, ainda que haja diferenças entre a operação militar e a civil, há muito o que aprender com esses eventos – ainda mais se tratando de uma instituição séria e respeitada como a US Navy.
5 padrões de risco em comum
Os incidentes, incluindo a derrubada de um F/A-18 por "fogo amigo" (!) e a perda de dois outros caças revelaram falhas sistêmicas e latentes. Será que não corremos riscos semelhantes em nossos pequenos departamentos de voo?
Falha de treinamento e trabalho em equipe: o erro de identificação que levou um F/A-18 a ser abatido escancara a importância do trabalho em equipe.
Lição para a executiva: adote, confie e respeite o Crew Resource Management (CRM). Pilotos, Manutenção, Hangar, Pista; todos precisam atuar como uma orquestra. Não basta ser bom individualmente; a equipe deve ser um organismo único.
Comunicação deficiente: falha de comunicação entre ponte, convés e hangar ocasionou a perda de um F/A-18 e um trator de reboque.
Lição para a executiva: padronize e simplifique seus canais de comunicação. Certifique-se de que a informação crítica foi enviada, recebida e, principalmente, entendida!
Conhecimento de manutenção deficiente: práticas de manutenção inadequadas e conhecimento limitado dos sistemas contribuíram para a queda de outro F/A-18F.
Lição para a executiva: a manutenção não pode operar no modo "apagar incêndio". Contrate um mecânico experiente e que tenha tempo para a sua aeronave: é comum vermos equipes que, apesar de possuírem mecânico, nao percebem que a qualidade do serviço não é boa simplesmente porque o profissional não consegue dar conta de todos os aviões dos quais aceitou cuidar.
Descumprimento dos SOPs: Ainda que não tenha sido ligado à aviação, o erro da equipe de navegação na colisão com um navio mercante é uma clara falha de aderência aos procedimentos padronizados.
Lição para a executiva: SOP não é sugestão, é a lei. Reforce a cultura de compliance. Use checklists com rigor. A complacência mata.
Fadiga e Pressão Operacional: O ritmo das atividades aumentou a pressão sobre as equipes, culminando com os acidentes.
Lição para a executiva: adote o Gerenciamento de Risco de Fadiga. No mundo da aviação executiva, é fácil estender limites. Lembre-se: o julgamento de um piloto fatigado é o elo mais fraco da segurança. Aliás, você possui a LOA GRF? Se não, procure a @Jinkout!

O Custo da Não-Conformidade
O custo de um único F/A-18 perdido não é menor do que US$ 70 milhões – sem contar as despesas com investigação, tempo de inatividade da frota e impacto na imagem da corporação.
Para nós, da Aviação Executiva, as lições são claras: precisamos estar atentos aos sinais e prontos para agir antes que seja tarde demais. O custo de um acidente ou incidente grave (perda da aeronave, danos significativos, parada da operação) supera em muito o investimento em:
· Treinamento aprimorado.
· Padrões de manutenção robustos.
· Uma cultura de segurança intransigente.
Aderir aos procedimentos é a melhor estratégia de mitigação de risco e a mais inteligente estratégia financeira.
Mais informações estão disponíveis em https://www.navy.mil/Press-Office/Press-Releases/display-pressreleases/Article/4348676/navy-releases-harry-s-truman-carrier-strike-group-investigations/





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