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Quando a MEL permite o despacho - mas o bom senso manda parar

  • 10 de mai.
  • 2 min de leitura
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O Australian Transportation Safety Board (ATSB) divulgou o relatório preliminar de um incidente ocorrido com um A330 da Qantas em dez. 2024, trazendo lições valiosas para pilotos, mecânicos e todos os demais envolvidos no troubleshooting de panes.


Na etapa Brisbane – Los Angeles, a tripulação observou um aviso de vibração excessiva no motor direito. No solo, a equipe de manutenção inspecionou a aeronave e encontrou limalhas na área de exaustão, um sinal claro de possível dano interno. Diante da ausência de vibração perceptível, após consultar a central de operações da companhia, a manutenção decidiu desativar o sensor de vibração de N2, tendo despachado a aeronave de acordo com a MEL.


O detalhe importante: a tripulação que assumiu o voo não foi informada sobre a presença das limalhas no escapamento— soube apenas do advisory e da aplicação da MEL. Ou seja, os pilotos não tinham conhecimento pleno dos indícios observados no solo.


O resultado? No voo de volta para Brisbane, um passageiro relatou que faíscas saíam do motor direito. A tripulação decidiu solicitar um regresso de emergência para Los Angeles, período no qual ocorreu estol de compressor e pouso com o motor em idle. Análise posterior identificou a ausência de uma blade e diversos outros danos severos no motor.


O relatório mostra que, embora a manutenção tenha seguido os manuais e consultado a central, a equipe subestimou o risco ao priorizar a hipótese de falha de sensor, ignorando o peso da evidência física. E, sobretudo, faltou comunicação completa e clara para a tripulação que assumia o voo seguinte.

Que lições podemos extrair desse evento?

  • O “relief” descrito na MEL não é uma autorização automática para voar: é preciso analisar todo o contexto.

  • Nem todo aviso de alerta é apenas um problema de sensor. Na maioria esmagadora das vezes, o aviso é real.

  • Uma comunicação total entre manutenção e operação é indispensávelos pilotos precisam saber tudo o que foi visto no solo.


Na Jinkout, assessoramos operadores na elaboração e implementação da MEL, garantindo que estejam alinhadas com as exigências regulatórias e adequadas à realidade operacional de cada aeronave. Nosso trabalho vai além do papel: ajudamos pilotos e mecânicos a entenderem as permissões e limitações da MEL, reforçando a cultura de segurança nas operações.


Jinkout: sua manobra contra a burocracia — e a favor de decisões mais seguras.



 
 
 

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